Informações: G1SC
Foto: Hospital São Paulo
Ao menos 233 pacientes não resistiram à espera por um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) especializado em Covid-19 e morreram até segunda-feira (22) no estado de Santa Catarina. As mortes ocorreram entre janeiro deste ano e às 18h21 de segunda. Segundo documento da Secretaria de Estado da Saúde enviado ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) que a NSC teve acesso, o pico de óbitos ocorreu em março, com 194 mortes.
Durante o período, as Centrais de Regulação de Internações Hospitalares encaminharam à Central Estadual 1.572 solicitações de busca por UTI adulto Covid para pacientes que estavam recebendo assistência médica em ambiente hospitalar nas emergências ou unidades de internação clínica. Destas, 233 solicitações foram encerradas com informação de óbito.
Janeiro - 70 solicitações - 3 encerradas com óbitos
Fevereiro - 478 solicitações - 36 encerradas por óbito
Março - 1.024 solicitações - 194 encerradas por óbito (até o dia 22/03, às 18h21)
Os pacientes estavam cadastrados no sistema de regulação de transferências do estado, mas não resistiram até chegar a vaga, de acordo com o documento da secretaria. A regulação depende da disponibilidade de leitos e de condição clínica adequada para que o paciente seja deslocado com segurança até o hospital de destino.
Leitos
A taxa de ocupação na UTI do Sistema Único de Saúde é de 96,55%, contando UTI-geral e UTI-Covid. Se considerado somente os leitos de UTI para adulto com Covid, a ocupação é de 99,17%, com oito leitos disponíveis. Mas a própria Secretaria de Estado da Saúde admite que os leitos que vagam já estão reservados a outros pacientes. Ou seja, na prática, não estão disponíveis.






