Mais um prefeito de SC é preso em operação que investiga corrupção

Policial
Balneário Piçarras (SC) | 19/05/2026 | 14:04

Informações: ND Mais
Foto: Reprodução/Redes sociais

O prefeito de Balneário Piçarras (SC), Tiago Baltt (MDB), foi preso preventivamente em um imóvel alugado por aplicativo em Brasília (DF) durante a Operação Regalo, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e pelo (Grupo Especial Anticorrupção (Geac), ligados ao Ministério Público de Santa Catarina.

A operação investiga suspeitas de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, fraude à licitação e lavagem de dinheiro envolvendo contratos públicos de Balneário Piçarras e São João Batista (SC).

O prefeito deverá permanecer detido em Brasília por tempo indeterminado. Porém, ele será transferido com a colaboração e parceria da Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social (Sejuri), que também auxilia na operação.

Sobre o caso

Segundo o Ministério Público, a investigação tem como um dos principais focos contratos ligados às obras e à urbanização da Orla Norte de Balneário Piçarras. O MPSC afirma que identificou indícios de atuação conjunta entre um núcleo político-administrativo e um núcleo empresarial, com divisão estruturada de tarefas e suposto pagamento de propina durante a execução de contratos públicos.

Conforme os investigadores, empresas investigadas teriam repassado valores equivalentes a 3% dos contratos públicos vinculados ao município. Somente em Balneário Piçarras, os valores supostamente pagos em propina chegam a aproximadamente R$ 485,9 mil, segundo a investigação. O órgão sustenta ainda que os pagamentos ilícitos teriam sido mantidos por meio de suposto superfaturamento de obras públicas no Litoral Norte catarinense.

Operação

A Operação Regalo cumpriu seis mandados de prisão preventiva e 37 mandados de busca e apreensão em cidades de Santa Catarina e do Mato Grosso.

Além do prefeito, empresários suspeitos de participação no esquema também foram presos preventivamente. Servidores, ex-servidores públicos e agentes políticos também foram alvo das medidas judiciais.

Durante as diligências, foram apreendidos veículos, aparelhos celulares, notebooks, HDs, dinheiro em espécie, documentos e uma arma de fogo, conforme informou o Ministério Público. A investigação tramita sob sigilo judicial.