Manifestação: caminhoneiros fazem carretada em Curitiba

Geral
Brasil | 30/03/2019 | 15:52

Informações: Folha de São Paulo
Foto: Polícia Federal Rodoviária

Um grupo de caminhoneiros fez uma carreata na Linha Verde, em Curitiba (PR), na manhã deste sábado (30), em resposta ao pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro (PSL) feito na quinta (28).

De acordo com informações da Polícia Federal Rodoviária (PRF) do Paraná, a manifestação teve início às 11h30 e terminou por volta das 13h, com a adesão de aproximadamente 40 caminhoneiros. A carreata ocupou a faixa direita da BR-476 e seguiu entre os km 142 e 122 da via, ainda de acordo com informações da PRF.

Plínio Dias, presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos do Paraná (Sinditac-PR), disse que por volta de 100 pessoas participaram da manifestação, em 30 caminhões e mais 15 carros. Segundo Dias, outras cidades também devem ter mobilizações neste sábado.

Nas últimas semanas, representantes dos caminhoneiros se reuniram com integrantes do governo para formalizar suas queixas e eles aguardavam o pronunciamento do presidente. Na transmissão pelas redes sociais, Bolsonaro falou diretamente aos caminhoneiros sobre a nova política de preços do diesel da Petrobras, o cartão-caminhoneiro e medidas contra o que chamou de indústria da multa. Ele também sinalizou que seriam feitos novos anúncios à categoria, sem dar mais detalhes.

"Tínhamos um problema que o caminhoneiro reclamava, que ele fazia o frete entre Porto Alegre e Fortaleza, entre ida e volta é dez, 12 dias. Ele reclamava que muitas vezes pagava o frete na ida e na volta, em havendo recomposição do preço do diesel, parte, quase todo o seu frete era engolido pelo novo preço do diesel", disse o presidente.

"O que que o governo federal, através do ministro Bento [Albuquerque], das Minas e Energia, também acertou junto à Petrobras? Que teremos, no máximo daqui a 90 dias, o cartão-caminhoneiro". O presidente ainda destacou: "Caminhoneiros, parabéns a vocês. E, com certeza, novas medidas serão adotadas semana que vem.”

O anúncio de Bolsonaro, no entanto, aumentou ainda mais a insatisfação dos caminhoneiros, que reivindicam o cumprimento da tabela de fretes mínimos e um prazo mínimo de 30 dias para reajuste dos preços do diesel.