Informações e foto: MB Comunicação
Um estudo da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) analisou o estado de conservação e manutenção de 2.478 quilômetros de rodovias estaduais catarinenses no Oeste, Extremo Oeste, Meio Oeste, Planalto Serrano, Planalto Norte, Norte, Vale do Itajaí e Sul.
O trabalho, realizado pelo engenheiro Ricardo Saporiti, com o apoio do Crea-SC, foi apresentado em Chapecó esta semana durante reunião da Câmara de Transporte e Logística, presidida por Mário Cezar de Aguiar. No mesmo ato foi lançado o Grupo Técnico Rodovias Oeste SC do Futuro.
Saporiti expôs que as intervenções realizadas são insuficientes para melhorar a situação e a segurança das estradas. O engenheiro percorreu as rodovias entre abril de 2016 e fevereiro de 2017. No Oeste e Extremo Oeste foram analisados 696 quilômetros.
Segundo Estudos do Instituto de Pesquisas Rodoviárias e do Dnit, o mau estado de conservação da rede viária resulta no acréscimo do consumo de combustíveis em até 58%, no aumento no custo operacional dos veículos em até 40%, na elevação do índice de acidentes em até 50% e no acréscimo no tempo de viagem em até 100%, além de efeitos adversos na economia e no desenvolvimento das regiões.
Conforme o levantamento, o montante total médio dos recursos alocados para as regiões analisadas — R$ 4.603,42 por quilômetro — não permite a realização de obras de preservação, reforços de base, fresagens da capa asfáltica, microrrevestimentos, recuperações de obras de artes especiais (como pontes e viadutos, por exemplo) e sinalizações.
Na seleção das rodovias estaduais analisadas foi levada em consideração a interligação com as estradas federais que cortam o estado e os trechos que são de responsabilidade das superintendências regionais do Deinfra e das Agências de Desenvolvimento Regionais (ADRs).





