Ministro da Saúde diz que vacinação no Brasil será só no fim de fevereiro

Geral
Brasil | 08/12/2020 | 15:02

Informações: Exame

Foto: Reuters

Em reunião com governadores nesta terça-feira (8), o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, prometeu começar a vacinação no Brasil no fim de fevereiro. Ele também disse que as primeiras 8,5 milhões de doses da Pfizer, de uma compra de 70 milhões, devem chegar ao país no primeiro semestre. Com as primeiras doses, será possível vacinar pouco mais de quatro milhões de pessoas.

Em esboço de plano nacional de imunização, divulgado na última semana, o Ministério da Saúde previa começar a vacinar a população em março. Idosos com 75 anos ou mais, profissionais de saúde e indígenas serão os primeiros a receber as doses, estima a pasta.

Segundo fontes que acompanham a discussão, Pazuello repetiu que o Sistema Único de Saúde (SUS) tem acordos para receber 300 milhões de doses em 2021, sendo 260 milhões de Oxford/AstraZeneca e mais cerca de 40 milhões obtidas por meio do consórcio Covax Facility.

As vacinas devem ser aplicadas em duas doses. A conta ignora possíveis compras da vacina da Pfizer ou da Coronavac, que está sendo desenvolvida pelo Instituto Butantã e a farmacêutica chinesa Sinovac. Pazuello disse na reunião, porém, que foi feito um memorando de entendimento não vinculante com o Butantã e com a Pfizer. Segundo ele, a compra dessas vacinas ainda depende do registro dos produtos na Anvisa. O ministro ainda disse acreditar que o registro definitivo da vacina da AstraZeneca deve ser concedido no fim de fevereiro pela Anvisa.

Ministro diz que não se pode acelerar a vacinação

Ao responder sobre a Coronavac, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou que há uma tentativa de acelerar o processo de vacinação, o que seria “justificável”. Ele ponderou, contudo, que não se pode abrir mão de eficácia, segurança e responsabilidade. “Responderemos pelos nossos atos”, disse.