MP divulga lista de empresas investigadas em decorrência da Operação Leite Adulterado III

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Chapecó | 22/10/2014 | 22:27

Informações e foto: Ministério Público

O Ministério Público de Santa Catarina está ouvindo os presos na Operação Leite Adulterado III e analisando toda documentação apreendida na segunda-feira (20). O Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) está ouvindo também testemunhas e outros envolvidos. Essa etapa deverá ser concluída em dez dias e as conclusões serão encaminhadas para a Comarca de Quilombo.

Nesta operação, são investigadas 11 empresas, sendo que uma fica na cidade de Iraí, no Rio Grande do Sul, e as demais no Oeste de Santa Catarina (lista abaixo). Até o momento, foram presas preventivamente 16 pessoas e cumpridos 21 mandados de busca e apreensão em unidades industriais, residências e propriedades rurais. A suspeita é de adulteração do leite para consumo humano.

O crime de adulteração do leite vem sendo investigado há seis meses pelo Gaeco, uma força-tarefa coordenada pelo Ministério Público de Santa Catarina e integrada por promotores de Justiça, policiais civis, policiais militares e auditores da Secretaria da Fazenda Estadual. O Gaeco também contou com o apoio de fiscais agropecuários do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa/SIF).

Depois que o Gaeco concluir a investigação, o Mapa poderá tomar as medidas cabíveis, como interdição das instituições, rastreabilidade dos produtos ou mesmo o "recall" do leite e derivados.

As empresas e pessoas abordadas nesta segunda-feira são distintas das Operações "Leite Adulterado I e II", realizadas em 19 de agosto. Desta vez, as ordens judiciais foram autorizadas pelo Juiz de Direito da Comarca de Quilombo (SC).

"Não descartamos novas prisões. Até o momento, além da adulteração do leite, já identificamos indícios de fraude tributária, documentação falsa e até uso de “laranjas” por parte de empresas envolvidas. O foco da investigação são fraudes praticadas por transportadores, laticínios e queijarias. Essa operação visa intensificar a fiscalização de um setor extremamente importante para o consumidor e para a economia do estado de Santa Catarina, para que todas as empresas atuem de acordo com as normas", explica o coordenador do Gaeco em Chapecó, promotor de Justiça Fabiano Baldissarelli.

Após três dias de oitivas, já é possível identificar fortes indícios da participação de empresas na fraude, seja na venda dos produtos químicos, transporte ou na adulteração direta do leite nas propriedades rurais e distribuidoras investigadas.

Empresas investigadas

Empresa Cordilat / SC Foods - Cordilheira Alta/SC.
Empresa Master Milk - Iraí/RS.
Empresa Laticínios Oeste Lat - Coronel Freitas/SC
Empresa Agro Estrela - Coronel Freitas/SC
Empresa Transportes Irmãos Gris - Formosa do Sul/SC.
Empresa Cooperativa Agropecuária e de leite Milkfor - Formosa do Sul/SC.
Empresa GD Transportes - Formosa do Sul/SC.
Empresa Transportes Douglas - Formosa do Sul/SC.
Empresa Laticínios Santa Terezinha - Santa Terezinha do Progresso/SC.
Empresa Laticínios São Bernardino - São Bernardino/SC
Empresa cooperativa Coopleforsul - Formosa do Sul/SC