Mulher convive há mais de três anos com agulhas no corpo

Geral
Novo Horizonte | 01/08/2014 | 08:15

Informações e foto: Dayanne do Nascimento/Diário do Sudoeste

Em Novo Horizonte, Marli Terezinha Teixeira da Rosa Novaes é agricultora e tem 46 anos. Há mais de três anos descobriu a presença de oito agulhas dentro do seu corpo. Ela conta que há mais de três anos teve que passar por uma cirurgia na vesícula, e foi quando os médicos descobriram que ela tinha as agulhas espalhadas pelo corpo.

Segundo Marli, no primeiro raio-X foram encontradas oito agulhas, sendo duas possíveis de remover com procedimentos cirúrgicos, realizado a cerca de dois anos, porque estavam mais próximas da pele. Os exames mostraram que outras duas estão localizadas na coluna vertebral, uma está partida ao meio e parece estar na bexiga e as demais espalhadas pelo abdômen.

Desde que Marli descobriu a presença das agulhas, a limitação de sua saúde faz com que não consiga desenvolver a maioria dos seus afazeres, como cuidar da casa ou ajudar o marido nos trabalhos da propriedade rural.

Diante da situação, Marli tem crises de depressão e está fazendo acompanhamento psiquiátrico. Ela também precisa, três vezes por semana, ir ao posto de saúde para tomar injeções que ajudam a amenizar as dores, sem contar os medicamentos controlados.

Origem

Marli não sabe dizer como as agulhas foram parar dentro do seu corpo. Ela relatou que, quando os médicos descobriram, suspeitaram que ela poderia ter inserido as agulhas. No entanto, ela conta que eles fizeram exames e não acharam vestígios de perfurações por onde as agulhas poderiam ter entrado. Além disso, ela afirma que nunca sofreu nenhum acidente que poderia ter provocado à entrada das agulhas. O único procedimento foi a cirurgia da vesícula.

O médico que acompanha Marli nestes últimos três anos, Fabio Dornelles Huber — posto de saúde de Novo Horizonte —, explicou que a única explicação médica para o aparecimento das agulhas que estão no corpo dela é que elas foram colocadas de alguma forma, mas não soube dizer como. Ele explicou que os objetos não podem ter sido esquecidos durante a cirurgia porque, pelos exames, é possível ver que tratam-se de agulhas de costura, diferente das usadas em procedimentos cirúrgicos.