Informações: G1SC
A mulher presa nesta segunda-feira (21) por matar o companheiro e esconder o corpo dele dentro de um freezer agiu sozinha, segundo a Polícia Civil. O corpo do motorista Valdemir Hoeckler, 52 anos, foi localizado na noite de sábado (19) em Lacerdópolis (SC) na residência em que o casal vivia sozinho.
Na segunda, Claudia Tavares Hoeckler, 40 anos, se apresentou na delegacia de Joaçaba (SC), mas não falou sobre o crime. Segundo o delegado Gilmar Antônio Bonamigo, a motivação do homicídio ainda é apurada. Ao g1 SC no domingo (20), o advogado da suspeita diz que a morte foi motivada por supostos episódios de violência doméstica. "Para preservar sua vida, matou”, disse. Após a prisão dela, o advogado Marco Alencar emitiu nota dizendo que a mulher "se entregou espontaneamente".
Sobre o caso
Hoeckler estava desaparecido desde 15 de novembro e foi localizado dentro do eletrodoméstico embaixo de refrigerantes que chegaram a ser oferecidos aos bombeiros durante buscas na casa. Não há informações sobre a causa da morte do motorista. Conforme o delegado, a mulher é suspeita de homicídio e ocultação de cadáver. Sobre a alegação de violência doméstica feita pela defesa, a Polícia Civil disse que não tem informações. O caso segue em sigilo.
Lesões no corpo
Três dias após comunicar o sumiço do marido, na sexta-feira (18), Claudia, que é professora e tem uma filha de 22 anos com a vítima, foi à delegacia prestar depoimento. Na ocasião, não era considerada suspeita, mas sim testemunha de um caso de desaparecimento. Durante o depoimento os investigadores perceberam ferimentos pelo corpo dela, que, segundo a Polícia Civil, ocorreram "possivelmente de uma luta corporal". No mesmo dia, a mulher havia concordado em fazer exame de corpo de delito e liberar a casa para que fosse feita a perícia. Após sair da delegacia, no entanto, ela não foi mais localizada.
Nota da defesa
Em nota, a defesa de Claudia Tavares Hoeckler esclarece que "Claudia foi ouvida na sexta-feira passada e respondeu a todas as indagações da autoridade policial - inclusive se submeteu a um exame de corpo de delito". Ainda, diz que " em momento algum, obstruiu, absolutamente, a ação das autoridades constituídas".



