Município contradiz dados nacionais e gera empregos em janeiro

Geral
São Lourenço do Oeste | 06/03/2015 | 07:42

Autor e foto: Marcelo Coan

Diferente do que ocorreu no país, a economia de São Lourenço do Oeste gerou emprego em janeiro. Quando o número de admissões (384) é comparado com o de desligamentos (300), o município aparece com um saldo positivo de 84 empregos. O número não é grande, contudo, é maior que o do município vizinho, Pato Branco (PR), que possui mais de 70 mil habitantes. O município paranaense fechou janeiro com um saldo positivo de 74 empregos. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Em São Lourenço do Oeste o setor de serviços é o responsável pelo maior saldo de empregos. O primeiro mês de 2015 fechou com 56 postos. Em seguida aparece a indústria, com 55. O saldo é levado para baixo, pois o comércio teve uma queda de 14 vagas. Além disso, há o setor da construção civil (-14) e agropecuária (-1).

Se comparado com o mesmo período de 2014, o saldo de empregos neste ano é 25% menor. De acordo com o Caged, em janeiro do ano passado o município fechou com um superávit de 112 postos de emprego. Foram 379 admissões e 267 desligamentos.

De acordo com os dados do Caged, o país fechou janeiro com um déficit de 81.774 postos de trabalho. Isso quer dizer que no primeiro mês de 2015 houve mais desligamentos que admissões.

Ano de 2014

No acumulado do ano, São Lourenço do Oeste teve um saldo positivo de 346 postos de empregos. O setor da indústria liderou o ranking e fechou o ano com 184 postos. Na sequência aparecem serviços (71), comércio (58), construção civil (26), agropecuária (5). Serviços industriais e administração pública fecharam com o saldo positivo de uma vaga cada. No ano não houve déficit em nenhum setor.

De acordo com a consultora Adriana Salvi, mestre em administração e especialista em recursos humanos, hoje há muitas vagas de emprego no mercado, entretanto a dificuldade é na hora de encontra perfis que se adéquam a empresa. Segundo ela, muitos candidatos possuem capacidade técnica, porém, não têm maturidade e experiência para lidar com as situações do dia a dia. Talvez por isso o comércio – que requer um contato direto com o consumidor - seja o setor com o maior déficit em postos de trabalho.

Itamar Baldin, proprietário de uma empresa que presta serviços variados no município, confirma a existência de vagas no setor. O problema é encontrar pessoas capacitadas. “Em alguns casos a pessoa tem conhecimento e capacidade técnica, mas o comportamento pessoal não ajuda”, disse ele lembrando que isso ocorre geralmente com candidatos jovens. Uma alternativa tem sido buscar pessoas que já atuam em outras empresas. “Temos muitos currículos na empresa, mas poucos se adéquam ao perfil de trabalho da empresa”.