Informações: G1
Foto: Arquivo/Portal Minutta
O Ministério da Segurança Pública divulgou uma nota esta semana na qual informou que a Polícia Federal investigará mensagens que circulam no WhatsApp sobre uma suposta nova paralisação de caminhoneiros.
As principais entidades que representam a categoria já disseram que não apoiam uma eventual nova greve e afirmaram que uma imagem que circula nas redes sociais é de uma associação que não representa os caminhoneiros.
"Por determinação do ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, a Polícia Federal investigará mensagens com informação falsa sobre uma suposta paralisação de caminhoneiros, que circulam por Whatsapp desde a madrugada do dia 3 deste mês", diz a nota do ministério.
A Petrobras anunciou reajuste de 13% no preço do litro do óleo diesel na sexta-feira (31). No sábado (1º), a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou que, diante do aumento, atualizará os preços da tabela de fretes.
No domingo (2), o presidente da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), Diumar Bueno, afirmou que não há chance de paralisação entre os associados. Disse que nenhuma entidade sindical que coordenou e participou do movimento anterior está se organizando para uma paralisação.
"Nós não podemos a qualquer situação tentar promover movimento nacional de paralisação de caminhoneiros. Isso vai desvalorizar, desmerecer, perder a credibilidade para a categoria que teve o reconhecimento nacional da sua importância", afirmou.
A Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), por sua vez, divulgou uma nota na qual afirmou que, independentemente do aumento do preço internacional, o governo deve cumprir a medida provisória nº. 838/2018 e manter a subvenção de R$ 0,46 do valor do diesel até o final do ano.
"A Abcam se mantém vigilante no cumprimento do acordo realizado com o governo federal. A associação, que sempre acreditou no diálogo, fará o possível para evitar uma nova paralisação", disse.
Procurada, a Casa Civil informou que o governo federal cumpre o que foi combinado com os caminhoneiros em maio e continua dialogando com a categoria. Em nota, a pasta também informou que as ameaças de paralisação que circulam nas redes sociais não são dos líderes que comandaram a greve há pouco mais de três meses.





