Oeste de SC: familiares fazem buscas por mulher jogada em rio pelo ex-namorado

Policial
Alto Bela Vista (SC) | 30/12/2021 | 08:32

Informações: G1SC
Foto: Arquivo pessoal

Doze dias se passaram desde que os bombeiros encerraram as buscas pela mulher que teria sido arremessada morta pelo ex-namorado no rio Uruguai, em Alto Bela Vista (SC). O suspeito indicou à Polícia Civil, ao ser preso no dia 7 de dezembro, a área onde teria jogado o corpo da vítima.

A partir da informação, cerca de 100 quilômetros foram percorridos na água durante dez dias seguidos, por mergulhadores. Sem encontrar qualquer vestígio, os trabalhos foram encerrados pela corporação no dia 17 deste mês. Desde então, familiares e amigos procuram pelo corpo de Roseli Stoll.

"Agora é por parte da nossa família. Temos muitos amigos que estão nos auxiliando, mas a gente não está mais acreditando que esse corpo esteja no lago, ou que foi colocado no lago. Acho impossível com tudo que foi feito, com todos os bombeiros que estiveram na ação", disse o cunhado da vítima, Deonir Caldecir Favaron.

Nas proximidades do rio e em toda extensão do matagal próximo das margens, a vítima é procurada. Segundo Faveron, informações extraoficiais que chegaram aos familiares, os colocaram em dúvida. Agora, também desconfiam que o corpo da vítima pode ter sido enterrado.

"Estamos em torno de 26 dias, desde que ela desapareceu. Não sei te dizer hoje [28 de dezembro] por mais quantos dias vamos permanecer [nas buscas]. Mas creio que mais uma semana, ou que complete um mês. A gente está continuando. Depois disso, a gente vai ver o que pode acontecer", ponderou.

Mãe de três filhos e grávida

Roseli Fátima Stoll, 38 anos, era de Encruzilhada Aratiba (RS), mas morava em Concórdia (SC) há pelo menos quatro anos, onde trabalhava como cozinheira em um restaurante. Ela deixou três filhos, de 11, 16 e 18 anos. Os três moram com o pai no Paraná, segundo o cunhado da vítima. Além deles três, Roseli estaria grávida, conforme Favaron. Ela teria contado para a mãe sobre a recente gestação.

Prisão e ação penal

O suspeito, de 34 anos, foi preso no Rio Grande do Sul em 7 de dezembro. Ele disse à polícia que usou uma cinta para enforcar Roseli em 3 de dezembro. Em seguida, a amarrou a uma pedra para evitar que flutuasse na água e a jogou no rio, em Alto Bela Vista.

Segundo o delegado Álvaro Weinert Optiz, a morte teria sido motivada porque Roseli queria terminar o relacionamento para visitar os filhos. O suspeito teria recusado o fim do namoro e matou a mulher. Além da qualificadora de feminícidio, o crime ocorreu por motivo torpe, que ocorreu quando o crime é moralmente reprovável, e em circunstância de asfixia. Em 17 de dezembro, o homem virou réu em uma ação penal. Ele segue preso.