Oeste de SC: operação do Gaeco investiga organizações criminosas

Policial
Santa Catarina | 12/02/2026 | 13:26

Informações e foto: Ministério Público

Na manhã desta quinta-feira (12), o Gaeco deflagrou duas ações simultâneas: novos desdobramentos da 5ª fase da “Operação Sodalitas Finis – Casa de Pedra” e a “Operação Bow Tie”. Ambas integram o esforço contínuo de combate a organizações criminosas com atuação em Xanxerê (SC), Chapecó (SC) e municípios da região Oeste.

Nesta nova etapa da Operação Sodalitas Finis, foram cumpridos sete novos mandados de busca e apreensão, expedidos pela Vara Estadual de Organizações Criminosas. As diligências ocorreram em Chapecó, Xanxerê, Ponte Serrada, Blumenau e Cascavel (PR), com atuação integrada do Gaeco e apoio das Polícias Civil e Militar.

A operação, que já havia mobilizado mais de 300 agentes em sua fase deflagrada em 4 de junho de 2025, com o cumprimento de 51 mandados de busca e apreensão, além de 43 mandados de prisões preventivas, segue investigando crimes como tráfico de drogas em larga escala, homicídios, roubos e outras ações associadas a uma organização criminosa com forte influência no Estado de Santa Catarina. 

O nome Sodalitas Finis, que significa “o fim do grupo”, faz referência ao objetivo principal da ação: desarticular a estrutura criminosa que atua em Xaxim, Xanxerê, Chapecó e cidades vizinhas. 

Concomitantemente, também foi deflagrada a Operação Bow Tie, originada a partir de elementos colhidos ao longo da 5ª fase da Operação Sodalitas Finis, contra uma advogada. Sobre os fatos investigados, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, igualmente expedidos pela Vara Estadual de Organizações Criminosas, ambos no Município de Xanxerê. 

A operação recebeu essa denominação em referência a um tipo específico de nó de gravata, conhecido como “nó Bow Tie”. No jargão carcerário, “gravata” é o termo utilizado pelos presos para se referirem a advogados e advogadas. O nome da operação reflete diretamente o alvo da investigação: advogada que estaria utilizando indevidamente suas prerrogativas profissionais para realizar a chamada “sintonia” entre presos. 

As investigações tramitam em sigilo. Assim que houver publicidade dos autos, novas informações poderão ser divulgadas.