Autor: Angela Maria Curioletti/Portal Minutta
Foto: Reprodução/Internet
Sete municípios do Oeste de Santa Catarina tiveram alguns serviços de saúde descontinuados com Pato Branco (PR). São eles Campo Erê, Coronel Martins, Galvão, Jupiá, Novo Horizonte, São Bernardino e São Lourenço do Oeste. Isso significa que pacientes destes municípios agora serão atendidos em outros hospitais, exigindo distâncias maiores.
Desde o dia 1º de setembro, Pato Branco não tem mais recebido pacientes desde sete municípios para atendimento de ortopedia e cirurgia médica, por exemplo, serviços que não fazem parte da pactuação intermunicipal existente desde 2008. O município de Pato Branco alega falta de estrutura para atender toda a demanda, que é dividia entre o Hospital Policlínica e o Hospital São Lucas.
Marcia Fernandes de Carvalho, secretária de Saúde de Pato Branco, explica que a descontinuação dos serviços é algo que vem sendo tratado há mais de um ano e que os municípios catarinenses não estariam entendendo a situação. O ofício com o prazo final dos serviços foi encaminhado aos municípios na semana passada.
A secretária reforça que o principal motivo para que estes atendimentos não sejam mais realizados é a falta de capacidade dos hospitais. Ela diz entender que Pato Branco é mais próximo destes sete municípios e que o atendimento se torna mais ágil e menos custoso, “mas é preciso entender que as pessoas estão no corredor e ninguém está recebendo o atendimento que é preciso”, ressalta.
São Lourenço do Oeste
Cátia Cilene Schafer, secretária de Saúde de São Lourenço do Oeste, maior município entre os sete catarinenses pactuados com Pato Branco, confirma que a conversa sobre o assunto tem cerca de um ano, mas garante que não houve nenhuma oficialização por parte de Pato Branco sobre a descontinuidade dos serviços.
Cátia confirma que os pacientes não estão sendo mais encaminhados para Pato Branco desde a quarta-feira, mas salienta que são somente naqueles serviços em que não há a pactuação. O restante segue normal. Nesta semana, um paciente que chegou até a UPA e precisou de ortopedista foi encaminhado a Xanxerê.
O que diz o estado de SC?
A gerente regional de Saúde, Elieze Comachio, explica que a pactuação interestadual existe desde 2008 entre Pato Branco e os sete municípios e que durante todo este tempo atendeu a média e a alta complexidade. Elieze diz saber que, nestes 18 anos, a população aumentou, assim como a demanda, e que os hospitais de Pato Branco pouco avançaram no quesito capacidade de atendimento.
Elieze aproveita para explicar que a conta sempre foi paga, ou seja, nos serviços que estavam fora de contrato, o estado de Santa Catarina arcava com a despesa. Inclusive, diz ela, em 2026 foi repassado uma complementação além do teto.
O que acontece agora?
A gerente regional de Saúde garante que Santa Catariana tem capacidade para absorver a demanda destes sete municípios, que juntos somam cerca de 50 mil habitantes. Reforça que a estrutura dos hospitais de Santa Catarina recebeu investimentos, assim como Samu e outras bases importantes no atendimento. Para ela, é preciso agora também ajudar e apoiar o Hospital da Fundação, em São Lourenço do Oeste, que inclusive tem projeto de ampliação.
Na tarde desta sexta-feira (4), representantes dos sete municípios se reúnem com representantes do Estado de Santa Catarina para avançar no debate e estruturar um novo atendimento para estes pacientes.





