Pato Branco foi uma das paradas do 1º RAID brasileiro

Geral
Pato Branco | 30/04/2014 | 09:14

Autor e foto: Angela Maria Curioletti

O aeroporto Juvenal Cardoso, de Pato Branco, recebeu nesta terça-feira (29) 15 aeronaves. O encontro deve-se ao 1º RAID Aéreo do Sul – Costa Esmeralda, que não tem por objetivo ser uma competição aérea, é somente uma confraternização entre pilotos e amantes da aviação.

Flavius Neves é o organizador do evento. “Estive há quatro meses num RAID no Uruguai, e foi fora de série. Saíamos de manhã de um aeroporto, almoçávamos em outro e pernoitávamos em outra cidade, igual ao que estamos fazendo agora, no Brasil”, explica Neves, acrescentando que no Uruguai eles conseguiram dar a volta no país. Naquela oportunidade, alimentação e pernoite, por exemplo, foram custeados pelo governo de lá.

“Eu gostei tanto que decidi fazer um no Brasil. Convidei alguns amigos e estamos a quase dois meses organizando tudo. Fiz o trajeto duas vezes”, diz o organizador. A saída aconteceu no dia 26 de abril em Itapema (SC), com 23 aeronaves. Em Canela (RS), outros cinco pilotos juntaram-se ao grupo. “Como temos a previsão de uma frente fria chegando, com chuva, alguns ficaram com receio de continuar e voltaram às suas cidades”, conta Neves, resumindo o porquê de somente 15 aeronaves pousarem em Pato Branco.

Direto do Uruguai

Leonel Dominguez foi um dos pilotos a decolarem de Canela. Junto ao seu copiloto, Alexandre Gonçalez, veio do Uruguai. Na verdade, são os únicos vindos do país vizinho para participar do RAID brasileiro. Dominguez conta que a burocracia enfrentada pela Agência Nacional da Aviação Civil (Anac) foi o que impediu que as outras aeronaves não pudessem entrar no território brasileiro. “Questão da língua”, diz o piloto, ressaltando que este é um dos principais empecilhos da Anac. Como Dominguez fala inglês, conseguiu também o restante das outras documentações. Ele é piloto há 11 anos, já Alexandre ainda está aprendendo.

Promoção

Além do passeio, a meta dos pilotos é a de promover a aviação. “Eu digo para todos que em cinco anos o nosso país vai parar. Nossas estradas vão virar estacionamento de carros, pois está se produzindo muito e o governo não faz estradas ou outras ações para desafogar o trânsito”, frisa.