Informações: G1SC
Foto: Polícia Federal
A Polícia Federal cumpriu 15 mandados de busca na quinta-feira (15) em Santa Catarina contra apoiadores do presidente Jair Bolsonaro suspeitos de organizar atos antidemocráticos no país. A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em Santa Catarina, desde 30 de outubro, horas após o resultado oficial do segundo turno, atos antidemocráticos, com manifestantes contrários os resultados das eleições, são registrados. Alguns deles foram apontados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) como terroristas e que lembraram black blocs.
Policiais rodoviários levaram golpes de barras de ferro em um bloqueio bolsonarista. O caso é investigado como tentativa de homicídio.
Um arsenal foi encontrado pela PF em Santa Catarina. Entre as armas, estão submetralhadora, fuzil e rifles com luneta, capazes de disparar a longas distâncias. O nome do responsável pelo arsenal e o volume total de armas não foi divulgado pela polícia. Uma pessoa foi presa em flagrante por posse ilegal de arma de fogo em Santa Catarina.
No país, são mais de 100 mandados. Também foram autorizados bloqueio de contas dos investigados e quebra do sigilo bancário. Policiais também fazem ações no Acre, Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Distrito Federal.
Atos antidemocráticos em SC
Desde o fim de outubro o estado tem registrado bloqueios ilegais e atos antidemocráticos. Nas estradas, foram mais de 70 pontos de interrupções ilegais simultâneas. Crianças chegaram a ser usadas como "escudo" humano nas rodovias.
Alguns dos atos ainda seguem ocorrendo, mais de 40 dias após as eleições. Grupos montaram acampamentos na frente de unidades do Exército, exigindo intervenção das Forças Armadas, o que é anticonstitucional.
Um deles ocorre na frente do 63º Batalhão de Infantaria, no bairro Estreito, em Florianópolis. Barracas foram colocadas nas calçadas e faixas fixadas nos muros da unidade militar. A organização da mobilização no local é investigada pela Polícia Civil.
Busca por lideranças
Em 9 de novembro, o Ministério Público de Santa Catarina afirmou que ao menos 12 empresários e agentes públicos de Santa Catarina, entre eles um vereador, foram identificados por financiar e organizar os bloqueios ilegais em rodovias federais e estaduais durante atos antidemocráticos contra o resultado das eleições.
Black blocs
Em 21 de novembro, após quase um mês de protestos, a PRF emitiu uma nota afirmando que os envolvidos nos bloqueios ilegais entre os dias 19 e 20 de novembro usaram métodos terroristas e que lembravam black blocs.
De forma coordenada, segundo a polícia, o grupo usou bombas caseiras com gasolina e rojões para conter os motoristas. Depois, fizeram barreiras com pneus incendiados e lixeiras. Segundo a polícia, o grupo era "extremamente violento". Uma pessoa foi presa, mas liberada em seguida.



