Pista livre em São Lourenço do Oeste

Geral
São Lourenço do Oeste | 03/03/2015 | 16:32

Autor e foto: Marcelo Coan

No fim da tarde de segunda-feira (2) e na manhã desta terça-feira (3), os bloqueios feitos por caminhoneiros no trevo da SC-157, saída para Chapecó, e no posto de fiscalização da Cidasc, na divisa com o Paraná, foram desfeitos. A decisão atendeu a uma determinação da justiça do Paraná.

O motorista Faustão, como é conhecido no trecho, disse que a Promotoria de Justiça do município entrou em contato com o Polícia Militar Rodoviária do Paraná e solicitou a desobstrução do bloqueio que ficava próximo ao posto de fiscalização da Cidasc. Em consequência, o outro também foi desfeito. Segundo o motorista, não houve resistência por parte dos caminhoneiros. Todos acataram a liminar expedida pela Justiça de Curitiba.

Apesar de representantes estarem chegando a Brasília para o “buzinaço” federal, Faustão lamenta por o movimento não ter conseguido a redução no preço do óleo diesel e um aumento na tabela do frete. “As indústrias saíram ganhando, pois conseguiram a liberação das pistas e a isenção das multas”, disse ele ao lembrar que o povo nem percebeu o aumento dos combustíveis e da energia.

Na capital federal, os lourencianos são representados por caminhoneiros de Xanxerê, Maravilha e São Miguel do Oeste. Segundo Faustão, alguns motoristas estão enfrentando dificuldades para chegar até Brasília. “A Polícia está fazendo bloqueios para que o movimento perca força”, disse ele lamentando que a classe não tenha força para bater de frente com o governo federal.

Efeitos da greve

Supermercados e postos de combustíveis foram os mais afetados pela paralisação. Mesmo com a liberação do trânsito, a maioria dos postos em São Lourenço do Oeste continua sem combustíveis. A situação não é diferente nos supermercados, especialmente na linha de frios. Em alguns falta produtos nas gôndolas.

De acordo com o gerente de uma cooperativa de produção, Odair Bottin, o prejuízo é grande, porém, ainda não é possível calcular o valor. Produção de leite, suínos e aves foram as mais afetadas dentro do setor. Ele também coloca na soma o setor dos grãos, que hoje é a base para a produção do alimento animal. Bottin acredita que serão necessárias pelo menos duas semanas para tudo voltar ao normal.