Informações: Portal RBJ
Foto: Evandro Artuzi/Portal RBJ
Depois de um árduo trabalho de investigação, a Polícia Civil de Francisco Beltrão (PR) conseguiu elucidar o crime que vitimou Leozir Ferreira de Morais, 32 anos, cujo corpo foi encontrado na marginal da PR-180, contorno leste, no fim da tarde do dia 16 de maio. O homem teve a cabeça esfacelada a pedradas. Assim que houve a localização, a equipe de investigação da 19ª Subdelegacia (SDP) deu início às diligências com intuito de elucidar o caso.
Sem documento, a vítima foi identificada no Instituto Médico Legal (IML) no dia seguinte, quando o pai Pedro Ferreira de Morais esteve em Francisco Beltrão. Em conversa com a família e contato com populares no município de Verê (PR), onde a vítima residia, a polícia obteve informações sobre a movimentação de Leozir. A família contou que ele saiu de casa no sábado (14) e foi a Pato Branco (PR) visitar uma irmã, de onde retornou no dia seguinte.
Com base nessas informações, a Polícia Civil chegou até Marcelo Marssaro, 18 anos, e Alex Thialy Ribeiro, 22 anos, que confessaram o crime. Ambos, que seriam amigos da vítima, contaram que Leozir retornou de Pato Branco e pediu para os amigos apanhá-lo em um dos pontos de desembarque para seguir até Francisco Beltrão. Os três decidiram ir até uma boate e passaram no Banco do Brasil, onde a vítima sacou uma quantia em dinheiro.
Os amigos, que já tinham planejado o crime, pararam o veículo no contorno leste para urinar, mas ao desembarcar passaram a agredir a vítima na cabeça com uma garrafa e, posteriormente, com uma pedra de aproximadamente 14 quilos. Em entrevista à Rádio Onda Sul, Marcelo contou que Leozir ofereceu o dinheiro logo que começou a ser agredido, mas os dois continuaram até provocar sua morte. Alex contou a mesma versão.
De acordo com o delegado adjunto da 19ª SDP, Marcos Maurício Pestano, os dois rapazes não têm antecedentes criminais e foram autuados pelo crime de latrocínio (roubo seguido de morte), com alguns agravantes. Os acusados, segundo a polícia, sabiam que a vítima tinha muito dinheiro depositado e imaginaram uma retirada de R$ 3 mil, quando na verdade o valor do saque foi de R$ 300.
Ambos permanecem a disposição da justiça recolhidos na carceragem temporária da 19ª SDP. Pestano elogiou o trabalho da equipe de investigadores que não mediram esforços para elucidar crime, bem como o apoio da população que repassou informações sobre os possíveis suspeitos.



