Autor: Angela Maria Curioletti/Portal Minutta
Foto: Reprodução
A busca pelos fugitivos da Penitenciária Federal de Mossoró (RN) já passa de um mês sem pistas concretas do paradeiro de Rogério da Silva Mendonça e Deibson Cabral Nascimento. A operação conta com forças-tarefa de muitas equipes e, também, com a ousadia dos fugitivos.
Como reforço, o policial civil Neilan Canabarro e o cão Colleman, do Núcleo de Operações com Cães (NOC) de São Lourenço do Oeste (SC), foram acionados para auxiliar a Polícia Civil de Santa Catarina na operação em Mossoró. Conforme Canabarro, o acionamento para a missão é feita pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) "e recursos especiais e adicionais são empregados e solicitados quando necessário".
Atualização
Trata-se da primeira fuga de detentos no sistema prisional federal, criado em 2008 para tentar isolar lideranças de facções criminosas.
Ligados ao Comando Vermelho (CV) do Acre, Deibson Cabral e Rogério da Silva conseguiram abrir um buraco no teto da cela e fugiram durante a madrugada de 14 de fevereiro. Parte das câmeras de monitoramento da penitenciária não estava funcionando. Além disso, o presídio estava em reformas, o que pode ter facilitado a fuga. O local ainda não tem muralhas, e os detentos escaparam por uma grade, que cortaram com a ajuda de um instrumento deixado na obra em andamento na prisão.
Integrantes da direção da penitenciária foram afastados pelo Ministério da Justiça, que iniciou uma investigação interna para apurar se servidores facilitaram a fuga da dupla.


