Prefeitura de Florianópolis estuda demitir servidores em greve

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Florianópolis | 30/04/2018 | 20:46

Informações e foto: Diário Catarinense

A greve dos servidores públicos de Florianópolis entrou nesta segunda-feira no seu 19º dia. O Executivo estuda medidas para punir os trabalhadores que estão em greve. A informação foi confirmada neste domingo pelo chefe de gabinete do prefeito Gean Loureiro, Bruno Oliveira. Segundo ele, é possível o rompimento de contrato dos profissionais admitidos em caráter temporário (ACTs).

"São mais de mil ACTs em greve. Eles começaram a trabalhar em fevereiro e em abril já estão em greve. Pode ser configurado como abandono do trabalho", explicou Oliveira.

O mesmo pode ser aplicado aos servidores efetivos, de acordo com o chefe de gabinete. "Estamos estudando juridicamente já que eles não respeitam nem a decisão da Justiça de voltarem a trabalhar."

Para o Sintrasem, essa medida significaria um recuo nas negociações. O presidente, Renê Munaro, diz que os trabalhadores estão exercendo um direito legítimo. Com uma possível demissão, a pauta de reivindicações aumentaria. "Ninguém volta ao trabalho com servidor demitido. Ou isso é negociado ou terá mais uma pauta", promete.

O sindicato apresentou uma proposta com 38 cláusulas distribuídas em quatro eixos principais: privatizações (onde entra o projeto aprovado das organizações sociais), reposição das perdas salariais, melhorias previdenciárias e a defesa da organização sindical. A expectativa do Sintrasem é que na reunião desta segunda-feira o governo municipal passe a apresentar propostas para acabar com o impasse. Para o chefe de gabinete da prefeitura, o Executivo tem "atendido bastante coisa das reivindicações" e o acordo é possível.