Primeiro grupo de bombeiros e cães de SC faz reconhecimento na área de buscas no RJ

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Petrópolis (RJ) | 20/02/2022 | 07:57

Informações: G1SC
Foto: Corpo de Bombeiros

Cinco militares do Corpo de Bombeiros de Santa Catarina acompanhados dos cães realizaram, na tarde deste sábado (19), o reconhecimento da área de atuação em Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro.

Por conta da chuva, que deixou as áreas instáveis, os trabalhos devem começar no domingo (20). Os bombeiros fazem parte do primeiro grupo enviado para a missão nas buscas por desaparecidos e apoio às vítimas do temporal.

Segundo a corporação, os bombeiros chegaram na capital carioca próximo do meio-dia e seguiram até o local da tragédia. Ao chegar na região, o capitão Alan Deley Cielusinski, que está no comando da operação, obteve informações das equipes que estão em atuação e uma estratégia foi traçada para os trabalhos. O segundo grupo catarinense deve chegar ao Rio de Janeiro no final da tarde.

A equipe é composta por militares de Xanxerê, Blumenau, Curitibanos, Itajaí, Canoinhas, Lages e Florianópolis.  Os militares embarcaram durante a manhã de sábado em dois aviões do Batalhão de Operações Aéreas. A primeira aeronave, Arcanjo 06, partiu de Florianópolis às 9h e durante a tarde ocorreu a saída da segunda, com o Arcanjo 02.

“Esta é uma equipe experiente, que treina muito e apaixonada pelo que faz e é com humildade, comprometimento e, principalmente, o coração que estes bombeiros chegam para ajudar nossos irmãos do Rio de Janeiro”, disse o comandante-Geral do CBMSC, coronel Marcos Aurélio Barcelos.

Todos os militares estão aptos para busca, salvamento e resgate com cães. Os binômios, como são chamadas as duplas de bombeiro militar e cão de busca são certificados para este tipo de atuação. Três dos binômios que estão nesta equipe atuaram na tragédia de Brumadinho.

"A solicitação do comando da operação foi justamente nesse serviço especializado de busca por pessoas desaparecidas, inclusive nossos protocolos de serviço cinotécnico, emprego de cães de buscas e de força-tarefa eles surgiram a partir do desastre de 2008 no Vale do Itajaí. Foi ali que se iniciou toda essa tratativa, infelizmente graças a essas experiências que esses serviços evoluíram na corporação", afirmou o capitão Cielusinski.