Informações e foto: ADR de São Lourenço do Oeste
A produção de morangos em sistema semi-hidropônico suspenso é a mais nova tecnologia da Epagri a integrar a plataforma de boas práticas para o desenvolvimento sustentável da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO/ONU).
O sistema tem várias vantagens, entre elas melhor utilização do espaço na pequena propriedade com bons resultados econômicos, adaptação à realidade da mão-de-obra disponível na propriedade e produção em períodos diferenciados das épocas tradicionais. Outro grande diferencial é a produção de morangos com maior qualidade e menor risco de contaminação.
Um dos municípios do Noroeste é referência neste sistema. O produtor Geraldo Debastiani, de Jupiá, sob a supervisão da extensionista da Epagri Sônia Toigo, cultiva morangos semi-hidropônicos suspensos desde junho de 2015, numa área de 105 metros quadrados, onde são cultivadas 1,5 mil plantas de morango.
Segundo dados da Epagri, para cada R$ 1 empregado na atividade existe um retorno de R$ 1,04 no primeiro ano e de R$ 3,44 no segundo. Outro aspecto importante do sistema é a produtividade, que fica na média de um quilo por planta/ciclo.
A qualidade de vida do produtor também é algo a ser levado em consideração. Com o sistema suspenso, o profissional não precisa se abaixar para lidar diariamente com as plantas. A manutenção de uma postura mais adequada evita dores nas costas e outros problemas associados ao manejo diário.
Troca de cultura
A família Debastiane produzia tradicionalmente leite e grãos em uma área de terra de sete hectares. A baixa rentabilidade, prejuízos decorrentes da perda de animais do rebanho leiteiro e um grave problema de saúde com Geraldo indicavam a necessidade de trilhar um caminho diferente.
A oportunidade de mudança veio depois de um curso promovido pelo Centro de Referência da Assistência Social (Cras). Com auxílio da Epagri, a família iniciou uma séria de visitas em propriedades que possuíam o sistema e continuou com cursos e eventos.





