Professores do Paraná entram em greve após governador instalar cortes nos benefícios

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Curitiba | 09/02/2015 | 10:16

Informações e foto: Gazeta do Povo

No Paraná, a greve dos professores da rede estadual começou nesta segunda-feira (9) com adesão de 100%. De acordo com Marlei Fernandes, secretária de Finanças do sindicato da categoria (APP-Sindicato), a mobilização é total, tanto na capital quanto no interior do Estado. Ainda hoje, professores vão entregar dois ofícios ao governo do estado, pedindo a retirada de dois projetos de lei que cortam benefícios do funcionalismo.

Além da insatisfação com os projetos de lei que cortam benefícios dos servidores, os professores também reclamam da falta de pessoal, corte de funcionários, não pagamento do terço de férias e dos salários dos profissionais temporários, contratados via Processo Seletivo Simplificado (PSS).

Marlei também destaca o fechamento de 2,4 mil turmas em escolas de todo Estado.

Impasse

A crise na rede de ensino se arrasta há pelo menos duas semanas devido a medidas de austeridade determinadas pelo Governo de Estado. A gota d’água, que desencadeou a greve, foi o envio por parte do governador Beto Richa do chamado “pacotaço” à Assembleia Legislativa, no dia 4 de fevereiro. O projeto de lei prevê a extinção dos quinquênios e torna mais difícil a retirada de licenças (que passam a ser aprovadas diretamente pelo secretário de Educação). A medida também promoveu cortes no vale-transporte e muda as regras para a previdência dos servidores.

Segundo a APP-sindicato, o corte de dez mil funcionários; o calote em parcelas do ano passado no fundo destinado à manutenção das escolas e compra de materiais; e o atraso no pagamento do terço de férias dos docentes e da rescisão dos 29 mil professores temporários que trabalharam na rede no ano passado também estão entre os motivos da greve.