Autor: Angela Maria Curioletti/Portal Minutta
Foto: Fabiano Coelho
A Comissão de Proteção, Defesa e Bem-Estar Animal da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) promoveu, no dia 10 de junho, o 4º Fórum Catarinense de Proteção e Bem-Estar Animal, em Florianópolis (SC). O objetivo do evento foi promover o intercâmbio de conhecimentos técnicos, jurídicos e institucionais, fortalecendo políticas públicas e práticas responsáveis voltadas à proteção e ao bem-estar animal em Santa Catarina.
Presidente da Associação Protetora dos Animais Fênix, de São Lourenço do Oeste (SC) e presidente da União Catarinense em Defesa dos Direitos dos Animais (UCDDA), Benice Folador foi uma das palestrantes do Fórum. Para ela, ter representantes do município neste espaço de debate é uma importante oportunidade para demonstrar o trabalho desenvolvido no interior do estado em defesa dos direitos dos animais.
O promotor Matheus Minuzzi, de São Lourenço do Oeste, foi outro a palestrar no evento. Ele abordou a atuação do Ministério Público no combate à comercialização irregular de cães da raça pit bull em plataformas digitais, trabalho que teve origem em denúncias realizadas pela Fênix.
Busca Ativa
Já Benice apresentou o método Busca Ativa, aplicado ao controle populacional de cães e gatos no contexto da vulnerabilidade social, desenvolvido em parceria com a Clínica Paixão dos Bichos. "O trabalho demonstrou que o controle populacional se torna mais eficiente quando realizado por meio da gestão territorial, identificando áreas prioritárias e atuando diretamente junto aos animais semidomiciliados, comunitários e sem tutor identificado."
Sobre o Busca Ativa, Benice adianta que o projeto continuará sendo fortalecido. Inclusive, foi apresentado à diretora de Bem-Estar Animal do estado, Fabrícia Costa, responsável pelo programa Pet Levado a Sério, para que a metodologia seja incorporada aos programas municipais de controle populacional por meio de capacitações oferecidas aos municípios catarinenses. "Sem essa atuação em campo, uma parcela significativa dos animais responsáveis pela reprodução contínua permanece fora das políticas públicas, comprometendo a efetividade do controle populacional a longo prazo", complementa Benice.





