Autor e foto: Angela Maria Curioletti
Os alunos da Escola Básica Municipal (EBM) Irmã Cecília foram dispensados das aulas nesta sexta-feira (21). Eles utilizam o prédio da Escola de Educação Básica (EEB) Sóror Angélica, que foi ocupado por alunos do ensino médio na tarde de quarta-feira (19). Eles fecharam os portões e só liberam a passagem de estudantes que tenham autorização dos pais. Os alunos do Centro de Educação de Jovens e Adultos (Ceja) também foram impedidos de passar.
A secretária de Educação de São Lourenço do Oeste, Lúcia Iliane da Costa, a Juca, disse que seguiu uma orientação do promotor de Justiça da comarca, Eraldo Antunes, para liberar os alunos nesta sexta. Os pais receberam um comunicado para deixarem os filhos em casa até segunda-feira (24).
Para Juca, a atitude dos alunos do ensino médio em manifestar seus direitos não é errada, mas eles precisam entender que estão prejudicando outros alunos, o direito de outras pessoas. Segundo a secretária, existe um convênio de compartilhamento do prédio da EEB Sóror Angélica com o município e a rede municipal está sendo prejudicada. "Eu preciso cumprir 200 dias letivos", diz.
O promotor explica que houve uma conversa na quinta-feira (20) com responsáveis pela rede estadual e municipal de ensino em São Lourenço do Oeste e os manifestantes. Segundo Antunes, a orientação é para que eles liberem a entrada de todos até segunda-feira, pois estão prejudicando as aulas, principalmente da rede municipal que nada tem a ver com o protesto deles. "Eles podem continuar com o movimento de outra forma, mas não fechar a escola", explica o promotor.
Conforme Eraldo, os alunos agem em contrassenso, já que dizem manifestar-se à favor da educação, mas ao mesmo tempo impedem os alunos de entrarem na escola. Caso a medida não seja cumprida pelos manifestantes, o promotor diz que entrará com uma medida judicial de reintegração de posse.





