Informações: Fiesc
Foto: Governo do Estado
Levantamento da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) revela que 60,4% das 58 obras estaduais e federais acompanhadas pela instituição nas áreas aeroviária, aquaviária, ferroviária e rodoviária estão atrasadas. Os dados integram a Agenda Estratégica da Indústria para Infraestrutura de Transporte e a Logística Catarinense 2017, documento que traz uma radiografia da situação das principais obras em andamento e apresenta propostas para melhorar a infraestrutura de transportes catarinense. A publicação foi apresentada nesta segunda-feira (28), em Florianópolis, com a participação de lideranças empresariais, representantes do Fórum Parlamentar Catarinense e da Federação Catarinense dos Municípios (Fecam), além de prefeituras e Assembleia Legislativa.
As 58 obras monitoradas pela Fiesc totalizam R$ 6,8 bilhões em investimentos. Desse total, 16 delas têm o andamento comprometido (27,6%), 19 estão com o prazo expirado (32,8%), oito estão em andamento (13,8%) e 15 foram concluídas (25,8%). Entre os principais obstáculos apontados pela pesquisa que levam ao atraso na conclusão estão a falta de recursos financeiros (20%), desapropriações (17,8%), projetos e estudos (11,1%), sítio indígena (8,9%), licitação (8,9%), licenciamento ambiental (4,4%) e outros (28,9%).
O presidente da Fiesc, Glauco José Côrte, destacou que nos últimos 11 anos o percentual de execução dos recursos do Orçamento da União previstos para Santa Catarina na área de transporte foi de 48,6% de um total de R$ 12,5 bilhões. Quase metade de tudo o que foi pago no período foi direcionado para as obras de duplicação do trecho Sul da BR-101.
O secretário de Infraestrutura, João Carlos Ecker, disse que a malha rodoviária estadual tem cerca de seis mil quilômetros, dos quais 2,2 mil estão recebendo intervenções dentro do programa Pacto por Santa Catarina. “Isso envolve 180 obras ou contratos. Temos obras de R$ 250 milhões a R$ 1 bilhão”, relatou. Segundo ele, o governo fez um diagnóstico que mostra a situação dos modais catarinenses. Foram identificados os investimentos que o Estado precisa.
“Na questão rodoviária, temos hoje em carteira 1,4 mil quilômetros que totalizam 78 projetos. Desses, cerca de 700 quilômetros precisam de pavimento e em torno de 700 quilômetros necessitam de melhorias e investimentos. Essa é a realidade. Está se executando um grande plano, mas precisa de recursos novos para investimentos”, afirmou Ecker.
De acordo com o secretário, há estudo “bem adiantado” que envolve 1,5 mil quilômetros de rodovias estaduais que “eventualmente” poderão ser concessionadas. “Poderá acontecer no ano que vem a implantação de pedágio em alguns trechos de nossas rodovias”, afirmou.
Exemplos de obras atrasadas em SC
- Contornos ferroviários de Joinville, Jaraguá do Sul e São Francisco do Sul - dez anos paralisados;
- BR-101 trecho Sul, com 350 quilômetros, duplicação iniciada em 2005, ainda não terminada - 11 anos em construção;
- Ponte Hercílio Luz: interditada em 1992, início da revitalização em 2006 - dez anos;
- Aeroporto Hercílio Luz: entrega da obra prevista para 2008 - oito anos de atraso;
- Duplicação da BR-470 desde 1990 exige ampliação de capacidade - 16 anos e sem perspectivas de concretização;
- Via expressa portuária de Itajaí: sem previsão de término e com entraves - 12 anos;
- Ferrovias litorânea e corredor Leste-Oeste: primeiros projetos finalizados em 2001, novos projetos em andamento e sem perspectivas de entrega (os projetos): 14 anos e sem perspectivas.





