São Lourenço do Oeste: operação investiga esquema de falsificação de certificados em clínicas de fonoaudiologia

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São Lourenço do Oeste (SC) | 07/05/2026 | 11:48

Autor: Redação Minutta e PP News
Foto: PP News

A 3ª fase da investigação que apura falsificação de certificados por clínicas que atendem crianças com autismo foi realizada nesta quinta-feira (7) com nove mandados de busca e apreensão nas cidades de Quedas do Iguaçu e Vitorino, no Paraná, e São Lourenço do Oeste, em Santa Catarina. A Operação Ártemis é realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público.

Em São Lourenço do Oeste, o Gaeco fez buscas na Secretaria de Educação e em uma clínica particular. Segundo informações do Gaeco, divulgadas em coletiva de imprensa nesta quinta, duas servidoras públicas da Secretaria de Educação usavam estes documentos falsos para justificar sua ausência no trabalho. Além disso, forneciam atestados falsos para crianças e parentes próximos, para justificarem ausência na escola e no trabalho, respectivamente. Também conforme o Gaeco, um fonoaudióloga de São Lourenço do Oeste agia em participação com o companheiro.

Ao Portal Minutta, a Secretaria de Educação de São Lourenço do Oeste destacou que a operação não tem relação com os trabalhos da pasta ou do governo municipal. Ainda, que a pasta está à disposição para fornecer quaisquer informações ou documentos necessários na apuração.

Sobre a operação

A Operação Ártemis apura possíveis falsificações de certificados de cursos técnicos e de pós-graduação por clínicas de fonoaudiologia. Os documentos dariam a possibilidade de estabelecimentos participarem de processos licitatórios do Consórcio Intermunicipal de Saúde (Conims) para atendimentos especializados em crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), que oferece pagamentos mais elevados. 

Além das buscas, o Juízo Criminal de Pato Branco (PR) determinou o sequestro de aproximadamente R$ 300 mil em contas bancárias dos investigados, a apreensão de dois veículos, a suspensão de contratos de atendimento especializado a crianças com TEA junto ao Conims e ainda a determinação de uso de tornozeleira eletrônica em duas principais suspeitas de participação nos ilícitos.

Iniciadas em 2024, as apurações apontaram a falsificação de carimbos, receituários e atestados médicos, contando inclusive com a colaboração consciente de um médico proprietário de clínica em Santa Catarina.