SC tem apenas 31,8% das rodovias consideradas ótimas ou boas

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Santa Catarina | 10/11/2022 | 09:34

Informações e foto: ND+

Santa Catarina tem apenas 31,8% dos 3.510 quilômetros das rodovias são consideradas ótimas ou boas, aponta pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT) que foi divulgado na quarta-feira (9). Relatório aponta que 68,2% das rodovias pavimentadas no estado, que foram avaliadas ao longo de 2022, apresentam problemas e foram consideradas como regular, ruim ou péssima. Dessa forma, o estado tem a maior porcentagem entre as unidades federativas do Sul do Brasil considerada em estado péssimo.

A pesquisa da CNT apontou que 54,1% da extensão da malha rodoviária da região é considerada regular, ruim ou péssima e 45,9% é classificada como ótima ou boa. Além disso, 6,3% estão sem faixa central e 17,4% sem faixas laterais.

Assim como 70% do traçado das rodovias catarinenses também apresentam algum tipo de problema. Entre elas, 84% contam apenas com pistas simples e 54,2% do trecho avaliado não apresenta acostamento. Entre os mais de 3,5 mil quilômetros, a pesquisa identificou 18 pontos críticos.

Custo e investimento

A CNT aponta que a atual condição das rodovias de Santa Catarina apresentam um aumento de custo operacional do transporte de 34,7%, que reflete na “competitividade do Brasil e no preço dos produtos”. Além disso, foi avaliada a necessidade de R$ 2,25 bilhões para recuperar a malha rodoviária catarinense com ações emergenciais de restauração e de reconstrução.

Assim como a CNT estima que foi gasto 35,3 milhões de litros de diesel extra por conta da má qualidade das rodovias apenas em 2022. “Esse desperdício custará R$ 161,10 milhões aos transportadores”, finaliza a confederação. A reportagem do ND+ entrou em contato com a Secretaria de Estado de Infraestrutura e com o governador eleito para o próximo mandato, Jorginho Mello, mas não houve retorno até as 18h30 desta quarta-feira sobre quais medidas serão adotadas para melhorar as rodovias catarinenses.

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), por meio de nota, informou que monitora a malha rodoviária sob sua jurisdição e “trabalha para garantir o melhor nível de serviço, a partir do orçamento disponível. E mesmo diante de um quadro de severa restrição orçamentária, o Departamento tem atuado para dar continuidade às ações previstas no Plano Nacional de Logística”.

Assim como destaque que atingiu 96% da malha rodoviária federal coberta por contratos de manutenção e a conclusão de 4 mil quilômetros de revitalização, pavimentação e duplicação de rodovias no país.

Cenário nacional

A 25ª edição da Pesquisa CNT de Rodovias apontou que o estado geral da malha rodoviária do Brasil piorou em 2022. Dos mais de 110 mil quilômetros avaliados, 66% foram classificados como regular, ruim ou péssimo. Em 2021, esse percentual era de 61,8%. A confederação avaliou 100% da malha rodoviária pavimentada federal e as principais rodovias estaduais. Neste levantamento, são analisados Pavimento, Sinalização e Geometria da Via, como também a existência de pontos críticos.

Tais características levam em conta, respectivamente, variáveis como condições da superfície; placas e faixas de sinalização e defensas; além de elementos da via, como curvas, acostamentos, pontes e viadutos. Esses aspectos recebem classificações que vão desde Ótimo e Bom a Regular, Ruim e Péssimo. Em toda a malha pesquisada, foi observada uma piora significativa na característica Pavimento em relação ao resultado de 2021.