Informações e foto: NSC
Um novo relatório da Defesa Civil de Santa Catarina, publicado às 18h desta terça-feira (17), alerta para o risco de inundações do Rio Uruguai e afluentes, reflexo do alto volume de precipitação das últimas horas na região Extremo-Oeste.
O risco é muito alto para inundações nos municípios de Itapiranga, Águas de Chapecó, Palmitos, São Carlos, Caibi e Mondaí. No início do mês, o rio atingiu 11,64 metros, e a previsão é que ultrapasse essa medida, de acordo com a Defesa Civil. Santa Catarina chega a seis mortes e 125 cidades em situação de emergência devido às chuvas
Em 24 horas, os acumulados de chuva na região passaram dos 90 mm, chegando a atingir 155 mm em Chapecó (medição às 14h14 de terça); 151,8 mm em Seara; e 145,2 mm em Itapiranga.
Em 15 dias, Santa Catarina registrou o dobro de chuva esperado para todo o mês de outubro. De acordo com dados da Epagri/Ciram, em cidades do Vale do Itajaí, Litoral Norte, Planalto Norte, Sul e Grande Florianópolis, o acumulado ultrapassa 400 mm — a média para esta época do ano é de 170mm. A previsão é que a chuva continue no Estado nos próximos dias.
O Alto Vale do Itajaí é a região que registrou a maior anomalia do Estado, que ocorre quando chove acima do esperado. Em Mirim Doce, por exemplo, choveu 463 mm em 16 dias. Já em Taió, o acumulado foi de 454 mm.
Segundo a Defesa Civil, foram quatro eventos de chuva, intercalados por um período de dois a três dias. O estado esteve sob influência de diversos sistemas meteorológicos, frentes frias, sistemas de baixas pressão em diversos níveis da atmosfera, que ainda contaram com o suporte do fluxo de calor e umidade da região amazônica, que permaneceu direcionada para o Sul do Brasil.
Risco muito alto para deslizamentos
O risco para deslizamentos é entre alto e muito alto no Estado, em função do solo encharcado. O maior risco é nos municípios do Planalto Norte, Alto e Médio Vale do Itajaí e Planalto Sul. Nas regiões do Oeste, Meio-Oeste — principalmente áreas em divisa com o Rio Grande do Sul — e todo litoral de Santa Catarina, além de parte da Grande Florianópolis, o risco é alto.
Segundo a Defesa Civil, já foram registradas ocorrências de deslizamentos em todas regiões catarinenses. O órgão destaca que as movimentações podem se desencadear mesmo em períodos sem a presença de chuva.
Municípios decretam calamidade pública
Segundo a Defesa Civil, desde o dia 4 de outubro, 149 municípios registraram ocorrências relacionadas às chuvas, entre elas chuvas intensas, alagamentos, deslizamentos e granizo que atingiram residências, estradas e centros urbanos em diversas regiões do estado.
Até esta terça (17), 133 municípios tinham publicado decretos de situação de emergência, outros dois declararam estado de calamidade pública: Rio do Sul e Taió.
O governo do estado também publicou um decreto que lista 160 municípios, considerando os que haviam informado ocorrências através do formulário de informação da Defesa Civil Estadual, e também aqueles que registraram ocorrência no Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2ID) do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. Até agora, são 157 abrigos ainda ativos em 70 municípios, e mais de 26 mil pessoas e 667 famílias desabrigadas em todo o estado.





