SC tem terceira maior taxa de ocupação de leitos de UTI Covid-19 do Brasil

Geral
Santa Catarina | 27/06/2021 | 09:53

Informações: ND+
Foto: Fiocruz

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou um novo Boletim do Observatório Covid-19 que aponta Santa Catarina com a terceira maior taxa de ocupação de leitos UTI Covid-19 Adulto, registrando um percentual de 95%. O estado só fica atrás de Sergipe, com 97%, e Mato Grosso do Sul, com 96%.

Com relação a ocupação de leitos na cidade de Florianópolis, o boletim considera que a cidade está na zona de alerta intermediário, com 77% dos leitos em utilização. O alerta intermediário abrange cidades que tenham taxas iguais ou superiores a 60% e inferiores a 80%.

A publicação ainda destaca que as regiões Sul e Centro-Oeste do Brasil são, atualmente, as mais preocupantes. No Sul, o Paraná empata com Santa Catarina na taxa de ocupação de leitos UTI Covid-19 Adulto, com 95%. O Rio Grande do Sul apresenta uma pequena melhora, mas ainda em grave situação, com 83% dos leitos ocupados.

No Centro-Oeste, os Estados mais preocupantes são, em ordem: Mato Grosso do Sul (96%), Mato Grosso (86%) e Goiás (85%). Todos os Estados do Sul e do Centro-Oeste estão em situação crítica, como consta no boletim.

Panorama brasileiro

A Fiocruz traz um panorama completo da situação do novo coronavírus desde o início da pandemia, em março de 2020. Já nas primeira páginas, o boletim enfatiza que, no mundo, há uma taxa de 497 mortes por milhão de habitantes. No Brasil, essa taxa está em 2.364 mortes por milhão de habitantes, sendo 4,7 vezes maior que a global.

Os pesquisadores explicam que, no mundo, há uma taxa de 497 mortes por milhão de habitantes. No Brasil, essa taxa está em 2.364 mortes por milhão de habitantes, sendo 4,7 vezes maior que a global.

Com isso, o Brasil tem os piores índices de morte entre os “países grandes”, em termos de população com mais de 100 milhões de habitantes. Apesar de os Estados Unidos registrarem um número total de mortes superior ao Brasil, quando se calcula os óbitos a partir da densidade demográfica, o Brasil ocupa o primeiro lugar.

Além disso, em 2021, o Brasil registrou novas 100 mil mortes em dois meses e 17 dias, atingindo o total de 300 mil mortes no dia 24 de março. Desde então, começou uma aceleração nos casos de contágio e, consequentemente, de mortes no país. Em pouco menos de três meses, no dia 19 de junho, o Brasil atingiu a marca dos 500 mil óbitos

No início do ano o Brasil havia levado dois meses e 17 dias para somar mais 100 mil mortes aos 200 mil óbitos já registrados. Das 300 mil até às 500 mil mortes, bastaram apenas outros dois meses e 28 dias. O Brasil registra, atualmente, uma taxa de letalidade de 2,8 % por Covid-19.