Informações: G1SC
Foto: NSC
Servidores públicos de vários setores de Florianópolis (SC) entraram em greve por tempo indeterminado nesta terça-feira (12). A paralisação teve a adesão de trabalhadores da coleta seletiva, saúde, educação, assistência social e outras pastas. A categoria busca preservação de direitos trabalhistas, mais investimentos e o fim das terceirizações, diz nota assinada pelo Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis (Sintrasem).
Para a NSC TV, a prefeitura de Florianópolis classificou que “a greve é política, já que sequer findou negociação entre executivo e sindicato”. Acrescentou ainda que “ingressou no judiciário pela ilegalidade da greve para iniciar descontos de falta e processo de demissão de grevistas”.
Serviços afetados
Desde as primeiras horas da manhã, vários serviços públicos foram afetados, como atendimentos em postos de saúde e escolas públicas municipais. Bairros também estão com acúmulo de lixo a partir da greve dos trabalhadores da Companhia de Melhoramentos da Capital (Comcap).
A prefeitura divulgou que 34 caminhões, duas caminhonetes e um carro amanheceram com pneus furados no pátio da empresa. A administração declarou que busca imagens de câmeras de segurança para identificar os responsáveis.
No caso dos atendimentos na saúde, prefeitura informou que a maior adesão ao movimento grevista está na atenção primária, com cerca de 16% de trabalhadores paralisados. "Alguns Centros de Saúde estão com adesão significativa, comprometendo o atendimento (como por exemplo Trindade, Novo Continente e Itacorubi). As demais unidades apresentam mudanças parciais e pontuais na promoção dos serviços", detalha, em nota.
A prefeitura orientou que a comunidade entre em contato com o Alô Saúde Floripa (0800 333 3233) "para verificar sobre o funcionamento do Centro de Saúde de referência antes de se encaminhar para a unidade".
"Nesta terça-feira (12), os serviços de emergência estão 100% mantidos, sem adesão à greve. Unidades de Pronto Atendimento (UPAS) e Samu estão com funcionamento normalizado, inclusive com tempos de espera dentro dos parâmetros definidos pelo Ministério da Saúde".
A Secretaria Municipal de Educação atualizou no início da tarde que de 39 escolas, 33 estão com atendimento normal ou parcial. No caso das creches, são 72 com nessa situação. Ao todo, são 16 unidades sem atendimento e 1.068 dos 2.229 profissionais paralisados. "A orientação é que os pais e responsáveis entrem em contato com as unidades para saber sobre o funcionamento", diz a pasta.





