Autor e foto: Marcelo Coan
No Estado, a paralisação acontece já há alguns dias, entretanto, em São Lourenço do Oeste os motoristas aderiram a greve no domingo (22), por volta das 13h30. O primeiro reflexo foi a falta de combustíveis nos postos. Em praticamente 100% dos estabelecimentos da cidade não há uma gota sequer de gasolina ou álcool.
Outro setor que deve ser afetado, caso a greve seja mantida, é o dos supermercados. Amauri Haefliger, dono de um supermercado no centro da cidade, explica que se a greve for mantida, alimentos perecíveis, como frios, frutas e verduras, poderão faltar nas gôndolas, pois as entregas não estão sendo feitas. “Não temos problema até o momento, mas há uma previsão de falta de produto nos depósitos”.
Ofertas especiais que estavam programadas para a semana foram canceladas. Segundo o supermercadista, a manobra é necessária, pois os fornecedores não estão conseguindo cumprir com as entregas. Ele garante que apesar das dificuldades, não haverá abuso nos preços.
Haefliger disse que tudo vai depender do tamanho da greve. “Começa faltando frutas, verduras e carnes. Ninguém precisa entrar em desespero, pois sempre há produtos para substituir”. Além disso, ele acredita que em poucos dias o governo federal se manifestará em relação à questão.
Mesmo que existam desvios para fazer com que os produtos cheguem até os estabelecimentos, e a greve cause problemas no comércio, Haefliger é favorável a manifestação dos caminhoneiros. “Já deveria ter iniciado antes e não só no setor do transporte”.






