SGC GaranteOeste participa do 19° Fórum Ibero-americano de Sistemas de Garantia

Geral
São Lourenço do Oeste | 03/10/2014 | 11:31

Informações: Sicoob Noroeste
Foto: Agência Sebrae

Uma comitiva brasileira, composta por cerca de 40 pessoas, participou no final de setembro do 19° Fórum Ibero-americano de Sistemas de Garantia e Financiamento para micro e pequenas empresas. O evento, realizado na Espanha, aconteceu de 17 a 20 de setembro e, nos dias 13 e 14, a missão conheceu de perto o funcionamento das Sociedades Garantidoras de Créditos (SGCs) do país.

Um dos membros da comitiva foi o conselheiro da SGC GaranteOeste Gilmar Aristeu Bazzo, que representa a Associação Empresarial de São Lourenço do Oeste (Acislo) e é diretor executivo do Sicoob Noroeste.

Segundo Bazzo, Além de representantes do Sebrae nacional – responsável pela organização da missão –, participaram do fórum todos os presidentes das SGCs do Brasil – nove em operação e três em formação – e técnicos do Banco Central (BC). “A maior comitiva que estava no evento era a do Brasil”, contou ele.

Diferente do Brasil que está iniciando o trabalho com as Sociedades Garantidoras de Crédito, Bazzo disse que nos países daquela região as SGCs já possuem uma história de aproximadamente 35 anos.

Por conta disso, ele contou que lá se fala muito em segundo piso, ou seja, o que dá suporte (espécie de Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES) e aceitação de carta de garantia de crédito para exportação. Segundo ele, as SGCs trabalham com um volume de crédito igual ao que o sistema cooperativo no Brasil tem a participação – em torno de 2,4%. Conforme ele, o foco do evento foi a garantia para micro e pequenas empresas.

Ao lembrar que muitas empresas, principalmente as que estão iniciando as atividades, sofrem por não terem garantias suficientes para dar no sistema financeiro, Bazzo explicou que a Sociedade Garantidora de Crédito complementa as garantias exigidas. “Pode auxiliar quando não tem ou pode substituir”.

Ao fazer um paralelo com o modelo de sociedade garantidora dos países que participaram do fórum, o conselheiro da GaranteOeste falou que lá existe a atenção e a participação forte do setor público. “O fundo de risco é formado por um terço de órgãos públicos, um terço a sociedade de garantia e um terço pelas instituições financeiras. No Brasil ainda falta a participação do governo”, lamentou.

Pontos positivos

Lembrando que a GaranteOeste ainda não entrou em operação, Bazzo disse que este tipo de missão é importante, principalmente pela troca de experiências. “Conversamos com todas as SGCs e descobrimos não só coisas boas, mas o que foi feito de errado”, disse ele, explicando que a parceria desenvolvida com as associações comerciais, Sebrae e sistema Sicoob, é o sonho das outras nove sociedades que estão em atuação no Brasil.

Segundo Bazzo, o objetivo do fórum foi definir estratégias para o apoio às micro e pequenas empresas e difundir as experiências ibero-americanas e de outras nações quanto às melhores práticas e experiências realizadas pelas instituições e sistemas de garantia e financiamento.

O evento envolveu Espanha, Portugal e os países da América Latina, como México. Nesta edição também houve a participação de Angola. Cerca de 400 pessoas, representantes de 20 países Ibero-americanos, participaram do encontro.