Sudoeste do PR: profissionais do Samu protestam por salários dignos e melhores condições de trabalho

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Francisco Beltrão (PR) | 01/05/2026 | 15:35

Informações e foto: Portal RBJ

Profissionais do Samu realizaram uma manifestação, na manhã desta sexta-feira (1º), em frente à base de Francisco Beltrão (PR) para reivindicar reajuste salarial, valorização profissional e melhores condições de trabalho.

Com faixas e cartazes, os manifestantes cobraram posicionamento do Consórcio Intermunicipal da Rede de Urgências do Sudoeste do Paraná (Ciruspar), responsável pela gestão do serviço na região. Entre as mensagens exibidas estavam pedidos por “salários dignos”, “reajuste” e “gestão justa da enfermagem”.

Segundo o representante dos condutores, Vicente Dias, a mobilização no Dia do Trabalhador simboliza a insatisfação da categoria. “Era para o trabalhador estar comemorando hoje, mas está aqui lutando para tentar ter um salário digno”, afirmou.

Ainda conforme Dias, profissionais de outras cidades do Sudoeste também participaram do ato e novas manifestações devem ocorrer em outras bases do Samu administradas pelo consórcio.

A presidente sindical da área da saúde na região, Rose Pinheiro, afirmou que tentativas de negociação já foram realizadas, mas sem avanço até o momento. Segundo ela, além da questão salarial, há reclamações sobre a estrutura física da base de Francisco Beltrão. “Nós queremos salários dignos, valorização da categoria e melhores estruturas. Há trabalhadores que precisam atuar em dois ou três empregos para conseguir sobreviver, porque um salário só não compensa”, declarou.

Rose também criticou as condições do prédio atual, afirmando que a unidade não teria sido preparada especificamente para receber o serviço do Samu. Segundo ela, o local apresenta limitações em áreas como higiene, armazenamento de materiais e organização operacional. A dirigente lembrou ainda que a antiga base, localizada na rua Júlio Assis Cavalheiro, já havia sido alvo de reclamações anteriores relacionadas à estrutura.

Pela manhã, o movimento foi pacífico e sem paralisação total das atividades.