Trabalhadores são barrados em restaurante de Chapecó por estarem sujos

Geral
Chapecó (SC) | 26/05/2023 | 07:57

Informações: ND+
Foto: Reprodução/Vídeo

Três pintores passaram por uma situação constrangedora e humilhante quando chegavam para almoçar, nesta quinta-feira (25), em um restaurante em Chapecó (SC). Dionathan Gesuíno, 33 anos, Sidnei Gomes de Lima, 37 anos, e Gabriel Gomes de Lima Andrade, 18 anos, foram impedidos de almoçar no estabelecimento porque estavam sujos de tinta.

Segundo Gesuíno, que trabalha como pintor na mesma empresa há 17 anos, ele e os colegas foram barrados por um homem na entrada do restaurante. “Meus colegas foram ontem nesse restaurante e me contaram o que havia acontecido. Na hora não acreditei e disse que era errado e que hoje iríamos novamente lá. Quando chegamos nos disseram o mesmo, que sujos de tinta não poderíamos almoçar, exceto se trocássemos de roupa”, conta Dionathan.

O pintor então resolveu filmar a cena e compartilhar em suas redes sociais. No vídeo é possível ouvir o responsável pelo estabelecimento dizer: “Vai lá na calçada e chama a polícia”, fazendo menção que os homens deveriam ficar do lado de fora do estabelecimento.

“Ele [o homem do restaurante] não quis me dizer o nome dele e nem a função, então comecei a gravar. Faz 17 anos que trabalho em construção civil e isso nunca aconteceu. Ficamos muito tristes porque as pessoas sempre nos tratam bem. Somos trabalhadores como qualquer outro, independente da classe social, cor, ou roupa que estejamos usando”, afirma.

Código de Defesa do Consumidor

O artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor estabelece que os estabelecimentos não podem negar atendimento.

“II – recusar atendimento às demandas dos consumidores, na exata medida de suas disponibilidades de estoque, e, ainda, de conformidade com os usos e costumes”. A prática é vedada pelo CDC e considerada uma prática abusiva.

Nota de esclarecimento

Pelas redes sociais, o restaurante publicou uma nota dizendo que os trabalhadores foram orientados "sobre regras sanitárias" e que "criaram uma narrativa falsa nas redes sociais".