Autor: Angela Maria Curioletti/Portal Minutta
Foto: Arquivo pessoal
Com 2.713 habitantes, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o município de Jupiá (SC) teve seu nome em destaque na 10ª Feira Brasileira de Iniciação Científica (Febic), que aconteceu entre os dias 8 e 12 de setembro em Joinville (SC).
Entre os 387 trabalhos de 24 Estados, além do Paraguai e México, o projeto das alunas Joana Verza e Natália Acorsi Fabris, orientadas pela professora Ellen Diane Maria, da Escola de Educação Básica (EEB) Maria Madalena de Moura Ferro, ganhou como Melhor Projeto de Santa Catarina.
Em 2024, o projeto foi apresentado na Feira de Ciência e Tecnologia (Fecitec), etapa regional, levando o 1º lugar no ensino fundamental e o 2º lugar no ensino médio. Ainda, conseguiu o 1º lugar na etapa estadual - ensino fundamental. Com isso, alunas e professoras se credenciaram a participar da 10ª Febic.
Para a orientadora Ellen, o mais difícil na atualidade é manter o foco dos estudantes no processo de ensino-aprendizagem. "Além disso, ainda não temos consolidada em nossas escolas públicas uma cultura voltada para a pesquisa científica". Ellen acrescenta que também falta investimento e valorização da pesquisa, "o que limita as oportunidades de desenvolvimento".
O resultado na feira, colocando Jupiá em destaque, mostra que é fundamental dar visibilidade as boas iniciativas. "Funciona como incentivo para que os alunos se interessem cada vez mais pelo ensino científico", diz Ellen.
Sobre o projeto
As alunas desenvolveram películas de revestimento biodegradáveis à base de resíduos de maçã e amido de milho. O material conserva frutas, como maçãs e morangos, por mais tempo, oferecendo uma alternativa ecológica e sustentável. A proposta pode beneficiar especialmente produtores orgânicos, que ganham mais tempo para comercializar seus produtos de forma natural e sem aditivos químicos. O próximo passo é expandir os testes e estudar a viabilidade econômica da produção em maior escala.





