Uso de remédio para deficit de atenção cresceu 775% em dez anos

Geral
Brasília | 26/09/2014 | 09:42

Informações: Câmara Federal
Foto: Reprodução

Cada vez mais comum no Brasil, o transtorno do Deficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) costuma causar problemas no convívio social e familiar, e muitas vezes atrapalha o desempenho na escola. Em geral, aparece na infância - afeta de 3% a 5% das crianças.

Nos últimos dez anos, o uso de ritalina – nome comercial do metilfenidato, receitado para o transtorno – subiu 775% no Brasil. O dado, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), levanta dúvidas sobre possíveis erros de diagnóstico e sobre o tratamento. De um lado, efeitos colaterais do remédio. Do outro, consequências psicológicas graves provocadas pela falta de medicação, como baixa autoestima, depressão e abuso de drogas. No meio do caminho, o paciente.

A questão é tema de um projeto de lei, em análise na Câmara dos Deputados. O PL 7081/10 obriga o governo a manter um programa de acompanhamento integral do TDAH e de outros transtornos de aprendizagem para estudantes do ensino básico da rede pública e privada.

A relatora do projeto na Comissão de Educação, deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP), aposta na capacitação dos profissionais da saúde para garantir diagnósticos mais precisos.

Erro de diagnóstico

Não existe um exame para comprovar a existência do transtorno. O diagnóstico é dado com base na rotina do paciente. Em crianças, são levadas em conta informações dos pais e da escola. Entre as características mais comuns estão: dificuldade de concentração e de seguir instruções. Pessoas inquietas, agitadas e muito falantes também são candidatas a receber o diagnóstico.

Tecnologia

O pediatra e professor da Universidade de Brasília (UnB) Carlos Nogueira Aucélio concorda que a tecnologia (computadores, tablets, videogames, etc.) pode gerar um estresse cerebral e levar a um quadro de TDAH.